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sexta-feira, 5 de março de 2010

Cencepção e Avaliação em E-Learning

Para realizar o último post da unidade curricular Concepção e Avaliação em E-Learning – mas não o último sobre esta matéria, pois este blogue e a minha curiosidade perdurarão para além do tempo leccionação – vou decalcar os objectivos e competências desenvolvidas, presentes no Contrato de Aprendizagem, alterar ligeiramente alguns aspectos do texto para que ele seja compreensível nesta finalidade. A seguir a cada competência(s), insiro a hiperligação para os respectivos posts.


Ao olhar para os objectivos que nos propúnhamos no início desta unidade curricular, e olhando para trás, vemos que foi focada a problemática da concepção de cursos de e-learning à luz dos referenciais sobre o design instrucional e da análise de modelos de avaliação da qualidade no universo da formação online. Pudemos aprender a definir princípios e processos de avaliação da formação em cursos online, identificando indicadores relevantes para a aferição da qualidade destes nas suas várias vertentes. Abordámos também a problemática da avaliação na sua perspectiva pedagógica, designadamente a avaliação das aprendizagens em contextos de formação online, seus fundamentos, suas modalidades, instrumentos e estratégias.

Competências:

-
Clarificar conceitos correlacionados com a qualidade em e-learning;
- Fazer o levantamento do conjunto de factores que determinam a qualidade dos cursos online;

eLearning quality guidelines
Avaliar a Qualidade em E-Learning

Facilitadores da qualidade dos cursos on-line

- Caracterizar diferentes modelos de desenvolvimento de cursos online;

- Propor e fundamentar um modelo/instrumento de avaliação de cursos online;

The Ideal online Course
Qualidade na Formação Online
Proposta de Modelo de Avaliação de um curso online
1st Trans-National Distance Conference on Quality in Adult Learning 2009
O Grupo Turma elabora uma Proposta de Modelo de Avaliação de um Curso online

- Caracterizar perspectivas e processos de avaliação das aprendizagens em contexto online;

Avaliação em contextos de e-learning
Para pensar fazem falta ferramentas!

- Identificar diferentes modalidades e instrumentos de avaliação de aprendizagens em contexto online.

Discussão on-line assíncrona
e-Portefólios
Avaliação em Ambientes On-Line

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Para pensar fazem falta ferramentas!

















O pensador Simon Blackbur escreveu, na sua obra Pense - Uma Introdução à Filosofia, que «os seres humanos têm a capacidade de reflectir constantemente sobre si próprios. Podemos fazer algo por hábito, mas depois somos capazes de começar a reflectir sobre esse hábito. Podemos pensar coisas por hábito e depois reflectir sobre o que estamos a pensar. Podemos perguntar a nós mesmos (ou, por vezes, são as outras pessoas que nos perguntam) se sabemos do que estamos a falar. Para responder temos de reflectir sobre as nossas próprias posições, a nossa própria compreensão do que estamos a dizer, as nossas próprias fontes de autoridade. Podemos começar a duvidar se sabemos o que queremos dizer. Podemos começar a duvidar se o que dizemos é ‘objectivamente’ verdadeiro ou apenas o resultado da nossa própria perspectiva, ou o que a situação nos parece. Ao pensar sobre isto, confrontamo-nos com categorias como conhecimento, objectividade, verdade, e podemos querer pensar sobre elas. Nesse ponto estamos a reflectir sobre conceitos, processos e convicções que normalmente nos limitamos a usar».
Aqui está, a meu ver, o papel incontornável das ferramentas informáticas: elas permitem expressar o nosso pensamento, mas não serão também condicionadoras do nosso pensamento?

Eu a credito que sim, pois fazem parte do processo de comunicação, são uma ‘linguagem’ que nos limitamos a usar.

Esta prosa que vem estando na minha cabeça saiu porque uma colega de mestrado, numa colaboração excepcional justificou o grande trabalho que teve com a elaboração de um power-point e a não inclusão de imagens dizendo que preferiu a utilização do
SmartArt.
O resultado obtido, muito interessante, é resultado dos condicionamentos inerentes ao recurso utilizado.

Será que estou a pensar bem?


Não sei, mas quando puder fechar as outras janelas, vou fazê-lo, e concentrar-me apenas nesta…

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Avaliação em contextos de e-learning

Um leitura do artigo de BARBERÀ, E. (2006) “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación”. RED. Revista de Educación a Distancia, Año V. Número monográfico VI.
Aconselho uma leitura na íntegra, mas aqui está uma visão minha do referido texto.


Avaliação da prática educativa virtual

Pontos fortes:

- a flexibilidade de horário e de tempo (24x7x365);

- a informação que se dá a um aluno d ensino à distância sobre a totalidade da sequência didáctica que será realizada num tempo concreto e programado;

- o ciberespaço, como espaço de ensino e aprendizagem supõe o acesso a a uma grande quantidade de informação e comunicação;

Pontos débeis:

- uma certa inflexibilidade instrucional, na qual a docência acaba por se converter num conjunto de tarefa com datas de início e de fim, sem grnade relação interna entre si;

- o retorno qualitativo que se verifica dos trabalhos realizados na rede, porque o contributo dos professores e dos alunos, ainda que cheios de possibilidades de aprendizagem, acabam por ser um ponto débil;

- falta de critérios de avaliação e de comunicação de resultados;

- a interacção do aluno e do professor sobre os conteúdos é outros dos aspectos frágeis do ensino em contextos virtuais;

- uma certa sensação que o aluno tem de se sentir enganado, pois vai realizando tarefas e sendo avaliado, mas tem dificuldade em ter uma visão de conjunto da matéria e da sua progressão.

Influências da avaliação

A avaliação em si tem algumas influências positivas:

- de tipo motivacional, pois o simples facto de o aluno saber que vai ser avaliado coloca-o mais desperto para aprender e colaborar nas tarefas;

- um certa influência de consolidação, pois ao avaliar, se bem programada esta avaliação, ajuda o aluno a consolidar a matéria apreendida;

- influência de carácter antecipatório. Ao saber como vai ser avaliado no contexto de ensino e aprendizagem ajuda o aluno a ter directrizes claras de como actuar neste contexto.

Conceito multidimensional sobre a avaliação

No geral, a avaliação é reconhecida mas não conhecida.

Avaliação da aprendizagem

A avaliação que nos dá como resultado a conformidade de saber se os alunos são capazes, diante da sociedade de saber e de ser competentes num determinado âmbito.

Avaliação para a aprendizagem

Na avaliação para a aprendizagem a principal eixo motivador é a retroalimentação e o aproveitamento que os alunos e professores tiram dela.

Avaliação como aprendizagem

Esta avaliação contempla a própria aprendizagem da dinâmica avaliativa enquanto análise e reflexão das próprias práticas educativas levadas a cabo pelos alunos.

Avaliação a partir da aprendizagem

Os conhecimentos prévios e o sentido prévio com que o aluno acede à aprendizagens tornam-se elementos essenciais para a docência, podendo a partir de ali apoiar aquilo que se ensina aos alunos.

Contributos das TIC

Avaliação automática

O maior ganho desta prática tem a ver com a visualização imediata das respostas correctas, o que é muito importante para os alunos, mas também apra os professores porque a sua acção de retroalimentação apoia-se aqui.

Avaliação Enciclopédica

As vantagens desta vertente avaliativa tem diferentes aspectos, quer se trate de alunos ou professores. Para os alunos é notório que se trata de um notável ganho devido ao acesso rápido e relativamente cómodo a uma grande quantidade de informação diversificada, de distintas fontes na internet.

Mas o inconveniente é o considerável aumento de possibilidade de plágio, criando problemas não só instrucionais como também institucionais.

Avaliação colaborativa

Uma vantagem metodológica que a tecnologia dá é a possibilidade de avaliar não só o produto colaborativo, mas também o processo. No trabalho colaborativo virtual, o professor oferecer e receber distintos aspectos instrucionais válidos para a aprendizagem.

Mas há o inconveniente de que alguns alunos recorrem ao e-learning com a expectativa de realizarem as tarefas de forma isolada.

Processo de avaliação

A avaliação é mais do que os instrumentos de recolha de evidências avaliativas. Tem havido alguma confusão entre avaliação e instrumentos de avaliação através dos quais se recolhem os dados avaliáveis, e também confundir avaliação com a classificação que merece as referidas aprendizagens.

A comunicação dos resultados serve para clarificar e exercer a função mais normativa da avaliação, mas também para desenvolver a psico-pedagogia, dando uma importância nuclear às ajudas educativas e ao feedback num contexto virtual.

Feedback virtual como direito e como dever

A proposta consiste em transladar a atenção do local em que a temos tido até agora (nos instrumentos) para a reflexão sobre o diálogo avaliativo que se gera a partir da aplicação dos instrumentos.

Acreditamos que os alunos têm direito a melhorar as suas próprias produções a partir do próprio desenho da avaliação e isso também acarreta deveres para eles. O feedback virtual abre campos a uma necessária revisão e chama a atenção dos alunos sobre a qualidade dos seus contributos. Há que distinguir entre participação (quantidade) e interacção (qualidade).

Um dos núcleos básicos da interacção é a interacção estabelecida através dos processos de feedback que adaptam e readaptam de maneira progressiva o conhecimentos, ajustando-o de um modo correcto.

Conclusão: num contexto de melhoria contínua há-de de planificar-se os desenhos e as instruções que traduzam como um ente realmente complexo e articulado que procure uma avaliação com quatro perspectivas: avaliação da aprendizagem, avaliação para a aprendizagem, avaliação como aprendizagem e avaliação desde a aprendizagem.