«As ciências progridem na medida em que adquirem novas verdades, como fruto da criatividade reflexiva de fundamentação ou investigação de causas. Não basta pois 'vulgarizar' o que outros encontraram; exige-se uma contribuição pessoal que traga qualquer coisa de 'novo': factos, ideias, hipóteses, argumentos, conclusões»(P.e Júlio Fragata SJ). [Um blogue sobre Teologia Prática, Catequética, b-Learning e o que for surgindo...]
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
terça-feira, 2 de junho de 2015
Vida Religiosa, imagem da Igreja
Só a partir da Pessoa e da palavra de
Cristo é que a vida religiosa pode ser compreendida e ter algum sentido
perceptível. Com o anúncio e a presença do Reino de Deus cria-se uma nova
situação, irrompe uma novidade no mundo, que dá origem à compreensão de um novo
estilo de vida, uma nova forma de habitar o mundo ao estilo de Cristo. A vida
religiosa é a manifestação permanente e social da vitalidade intrínseca da
Igreja, da sua força em Cristo e da consumação dos bens do Reino esperado.
É expectável que cada cristão
adira a Deus, pela comunhão de fé, não sem o seu quê de dramático em algumas
situações, o que torna perceptível que o que fundamenta a fé não é uma
doutrina, mas uma Pessoa. Logo, o fundamento e a razão de ser da vida
consagrada não são as instituições nem as missões, mas uma Pessoa: Jesus
Cristo.
É a partir de Jesus Cristo que se pode
tentar compreender a vida religiosa, tudo o mais é inútil. É por isso que os
consagrados, na sua entrega total e definitiva a Deus, são sinal. Não porque
vivam de maneira diferente, mas porque são diferentes porque vivem de Jesus, a
partir d’Ele, num amor pobre, casto e obediente. Como a Igreja também o chamada
a viver.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Uma Quaresma que prepara a Páscoa
Os tempos hodiernos oferecem uma mutação no âmbito dos
símbolos. Surgem novas ideias e, com elas, novos sentimentos entraram em jogo.
Uma instituição não evolui porque os seus membros envelheçam, mas sim porque as
relações mútuas entre eles se alteram. As relações são a chave da mudança.
Urge, portanto, encontrar maneiras de nos reencantarmos com aqueles que
connosco caminham. É nesta conversão contínua, como resposta aos estímulos
quaresmais, que reside a capacidade de subsistência cristã; a adequação aos
apelos de Deus é a bóia que nos permite flutuar no meio do caudal agitado,
símbolo de um contexto de elevada transitoriedade e apego ao rentável e eficaz
em detrimento, muitas vezes, do verdadeiro e honesto.
Só a valorização da identidade consegue fazer face à
complexidade. Aqui reside um dos grandes desafios da Quaresma: é que é preciso
lutar sem desfalecimento contra a inação, contra o obscurantismo e contra a
arrogância. À fé cristã pede-se que saiba articular-se com os outros pontos de
vista, de modo a que se possa traçar o rumo mais adequado a cada momento, em
cada circunstância da interação com a realidade. O mal não está simplesmente em
haver pessoas que não acreditam em Deus, mas sim em haver pessoas que acreditam
tanto nEle que não deixam espaço para a procurar « a todo o momento
os sinais dos tempos, e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa
responder, de modo adaptado em cada geração, às eternas perguntas dos homens
acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas»(GS
4).
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
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