segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Quando o crer liberta

Depois de se poder constatar que um indivíduo totalmente autónomo, fechado sobre a sua razão, não existe, é uma ilusão não podemos cair no erro de ficar encerrados na radical imanência  do horizonte último de toda a crença.
A transcendência liberta! A possibilidade de sermos interpelados de forma absoluta, com a constituição de uma certeza fundamental, ou uma base sobre a qual se possa construir todas as outras dimensões, é posta de parte por muitos contemporâneos. É certo que a transcendência, porque transcende, só pode ser apreendida por cada pessoa no aqui e agora da sua história, por isso limitado e incompleto. Mas é parte integrante do crente a aceitação dessa finitude, que nos determina como seres de acolhimento e não como donos e senhores da realidade.


O processo crente, e os crentes, precisam de integrar a hermenêutica— que situa o crer numa tradição, numa cultura e na finitude do processo histórico-cultural do ser humano; e a metafísica — que não limite o crer ao horizonte cultural, antes o percebe em relação com o excesso que o habita por dentro.
Só assim, nesta recepção, é que nos realizamos como seres livres, que recebemos o Dom como sentido e o atualizamos no modo de crer, porque sabemos, agimos e esperamos para além do aqui e agora.

1 comentário:

  1. Ecologia humana

    Ivone Boechat (autora)

    Reflorestar idéias,
    reciclar comportamentos,
    irrigar emoções,
    adubar o terreno
    dos perdões...
    Podar galhos
    ressecados
    de qualquer temor
    dos vencidos...
    aplainar
    o olhar social,
    buscando
    os excluídos, onde for,
    iluminar ,
    oxigenar
    e plantar,
    plantar sementes
    de amor.

    http://sitedepoesias.com/poesias/95351

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