sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Dom bosco: um mestre para a qualidade cristã

Neste início do século XXI, duas questões sérias se colocam à Igreja, como um todo, e a cada cristão individualmente. A primeira é como propor a vida bela e boa do Evangelho àqueles que ainda não o encontraram. A segunda é perceber como viver hoje ao estilo de Jesus com elevada qualidade. A história mostrou bem como S. João Bosco tem propostas interessantes para as duas questões. Neste texto vamos ver a actualidade de Dom Bosco para a segunda pergunta: como podemos hoje viver uma vida cristã de alta qualidade, isto é, como viver hoje em santidade?
Muita gente ainda se sente satisfeita com um cristianismo “mais ou menos”, feito de serviços mínimos. Alguns porque ainda não descobriram a força transformadora do Espírito de Jesus Ressuscitado. Outros porque não sabem como crescer na fé. A ideia de uma vida santa, em que todos os aspectos da vida estão tocados pelo Evangelho parece-lhes atraente mas… impossível, difícil, reservada só para uma elite.
Dom Bosco não se resignou a esta situação. Recolhendo o melhor da tradição da Igreja, ele criou uma proposta espiritual acessível a todos que leva realmente à santidade. Eis aqui algumas das suas intuições.

A vida cristã deve ser vivida no quotidiano. Não é um parêntesis. Não somos cristãos quando estamos na missa ou quando nos recolhemos em oração. A vida do dia a dia, o trabalho, o tempo livre, o desemprego, a doença… são os lugares onde Deus está connosco e onde somos convidados a viver felizes na sua companhia.
Vivemos a fé com alegria e optimismo. Não temos os olhos fechados, sabemos bem como este mundo está difícil. Mas sem ingenuidade procuramos viver cada acontecimento da vida com alegria e optimismo. Será possível? Sim, porque nos apoiamos na força de Jesus ressuscitado e na presença do seu Espírito de amor entre nós.
No centro de tudo está uma forte relação de amizade e intimidade com o Senhor Jesus. Ele é a imagem perfeita do Pai. E também a imagem perfeita do ser humano que pretendemos ser.
Toda esta experiência é feita com forte sentido de comunhão eclesial. Vivemos numa Igreja que se diz de variadas formas: dioceses, paróquias, movimentos, grupos, famílias… A experiência da fé ajudou-nos a superar o individualismo de hoje e leva-nos a uma forte comunhão. Apesar das diferenças, sentimos que estamos unidos numa mesma Igreja.
Outra intuição genial de Dom Bosco é o apelo a uma atitude de serviço responsável. Cada um com os seus talentos, todos somos chamados a construir esta Igreja de Cristo e a transformar este mundo de acordo com o sonho de Deus.

Rui Alberto, sdb

Sem comentários:

Enviar um comentário