quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Jesus fez-se História

Pelo mistério da Incarnação, Jesus inseriu-se numa história e num contexto cultural bem definido. Neste sentido, não foi diferente de nenhum de nós. Todos estamos ligados a uma terra, um credo e uma família. E a nossa vida é muitas vezes moldada pelo ambiente circundante em que vivemos. As nossas acções são reflexo do ambiente cultural e cultual em que estamos inseridos.
Jesus, o Filho de Deus, foi construindo o seu “álbum de memórias” ao longo de 33 anos que teve como pano de fundo várias terras da Judeia e da Galileia. De entre as várias localidades poderíamos destacar Belém, Jerusalém e Nazaré. Isto porque Jesus nasceu na Palestina, em Belém; viveu em Nazaré e percorreu todo o território da Galileia à Judeia. Acabou por ser crucificado às portas de Jerusalém, numa pequena colina chamada Calvário (ou Gólgota em aramaico).

Belém é um território da palestina sob o regime israelita e significa precisamente “a casa do pão”. Vem como que lembrar a história do povo de Israel que foi obrigado a partir de sobressalto, apenas levando o pão ázimo. O pão era o principal alimento de Israel, e por isso quando um judeu queria agradecer a Deus pelo alimento, levava o pão até ao templo.
Nazaré era, naquela altura, uma pequena aldeia com pouca importância, ao ponto de se afirmar: “de Nazaré pode vir alguma coisa boa?” (Jo 1, 46). Se, por um lado, isto era verdade, pelo outro, em termos messiânicos, adquiriu bastante valor. Esta era a povoação onde viviam os descendentes da família do rei David, entre os quais se inclui José e Maria. Foi aqui que Maria o Anjo interpelou Maria e ela glorificou o Senhor (Jo 1, 46-56); é também em Nazaré que a Sagrada Família se instala e Jesus passa grande parte da sua vida.
Em termos políticos e religiosos importa ter noções, ainda que breves. Quanto às classes sociais sabemos, pelo Novo Testamento, que seriam quatro: alta classe (onde se inclui os comerciantes, os escribas, doutores da lei e sumos sacerdotes); média classe (seriam os pequenos comerciantes, funcionários do estado, os publicanos, os escribas e os fariseus); classe pobre (os pastores, assalariados… o povo em geral); classe marginalizada (seriam essencialmente os pobres, viúvas, órfãos e doentes. Naquela altura, todos os que se encontravam nesta situação não pertenciam à sociedade e não tinham quaisquer direitos. Daí a preferências das primeiras comunidades por esta classe social (cf. Tg 1, 25)).
Em termos religiosos havia cinco grupos religiosos: fariseus (que se consideravam os santos e puros, guardiães da verdadeira fé cristã); saduceus (eram conservadores e acreditavam na ressurreição. (Mt 22, 23)); essénios (eram monges eremitas que viviam nas grutas de Qumram, junto ao Mar Morto); samaritanos (grupo separado dos judeus e que viviam em constante confronto com eles); zelotas (eram um dos vários grupos de resistência política contra os romanos).
Foi nestas circunstâncias que Jesus viveu a sua vida: rodeado de tensões tanto ao nível político como ao nível religioso. Viveu ainda num clima de expectativa, de ansiedade pela vinda do salvador que iria libertar o povo de Israel do domínio romano. Foi por isso que quando Cristo falou do Reino, muito entenderam num sentido político e não em termos escatológicos. Apesar de tudo, Jesus soube inculturar-se e não pretendeu fugir do mundo, mas antes comprometer-se com ele e apresentá-lo a Deus.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Jesus Cristo é o Senhor

Olhando para a nossa realidade circundante, verificamos que as crianças experimentaram um contacto diversificado com a pessoa de Jesus. A imagem que têm Dele foi acompanhando o seu próprio crescimento e foi-se transformando: no princípio, Jesus era o “melhor amigo”, depois foi introduzido como o Filho de Deus. Agora, deve nascer a consciência que Jesus é o Senhor. Ele foi Homem como nós, excepto no pecado, e inaugurou um novo reino de felicidade e salvação. Esse reino perpetua-se através da Igreja e renova-se diariamente em todos nós. Cristo é, portanto, o “Senhor” e Senhor da nossa vida. Mas, o que significa ser o “Senhor”?
No Antigo Testamento, Deus revelou-se a Moisés por “Eu sou Aquele que sou” (Ex 3, 14), ao que os Gregos traduziram por Kyrios, ou seja, “Senhor”. Por esta altura os reis governavam engrandecidos pelo seu nome. Era como que o seu passaporte e espelhava a sua missão. Deus, enquanto rei de Israel, apresentou-se como o Senhor. No Novo Testamento, Jesus é reconhecido como sendo o próprio Deus, logo Ele é Senhor.
Sabemos, pelos evangelhos, que várias pessoas se aproximaram de Jesus invocando este título cristológico. Pretendem exprimir o “respeito e a confiança dos que se achegam a Jesus e esperam dele ajuda e cura” (CCE 448). Reconhecendo a acção salvífica e taumatúrgica de Cristo (o Ungido) mais não podem senão exclamar: “É o Senhor” (Jo 21, 7).


O mesmo convite é lançado a todos nós: reconhecer que Jesus Cristo é o Senhor! Percorrer este caminho implica, portanto, uma confissão de fé (apenas possível pela acção do Espírito Santo) onde O aceitamos como Filho de Deus e O temos como centro da nossa vida. Por sua vez, esta confissão comporta um modo de vida muito particular: a opção fundamental por Cristo. Diz o Evangelho que “ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro” (Mt 6, 24). O mesmo é dizer que apenas devemos submeter a nossa liberdade a Deus Pai e ao Senhor Jesus Cristo e a mais ninguém: seja o dinheiro, fama ou outras paixões (cf. CCE 450).
Por fim, não podemos deixar de mencionar que qualquer oração cristã e, em especial, a Eucaristia são constantes hinos ao senhorio de Jesus. Nelas convidamos à oração através de “o Senhor esteja convosco” e terminamos “por nosso Senhor Jesus Cristo”. No acto penitencial, por exemplo, clamamos: “Kyrie, eleison”, ou seja, “Senhor, tende piedade de nós”. É o reconhecimento de que Jesus é o centro de toda a vida cristã.

domingo, 6 de outubro de 2013

Modelos de formação cristã e culturas contemporâneas - VI


Globalização

Um dos elementos mais marcantes e também mais ambivalentes das transformações culturais dos últimos séculos é, sem dúvida, o processo da denominada globalização. Por um lado, os contactos entre as diversas partes do globo, impulsionados a partir da Renascença e tornados banais durante todo o século passado – sobretudo através das tecnologias de comunicação – conseguiram instaurar relações de interdependência entre todos os seres humanos, tornando visível o facto de todos pertencerem à mesma condição fundamental, irmanados numa solidariedade universal. Por outro lado, contudo, essa interacção planetária potenciou o desenvolvimento de poderes despersonalizantes, que anulam as identidades particulares e que desrespeitam a dignidade fundamental de cada ser humano concreto. Assim, a inserção dos nossos contemporâneos no processo de globalização, fazendo com que este permita uma correcta articulação entre o universal e o particular é, sem dúvida, um dos desafios sócio-culturais mais importantes da época que vivemos.
A transmissão da fé nessas circunstâncias deverá, por um lado, saber situar-se na ambivalência dessa situação, tomando consciência da sua orientação mundializante e não apenas particularista; mas, por outro lado, terá que tomar cada vez mais consciência do dever que a vivência pragmática da fé cristã tem de dar um contributo positivo para um melhor equilíbrio neste processo problemático.
Na sua própria tradição, o cristianismo encontra a fonte do correcto equilíbrio entre universalidade e particularidade, dado que radica precisamente nessa relação. A Boa Nova de Jesus Cristo assenta na relação a uma pessoa particular, numa história particular, através de mediações particulares; mas, do mesmo modo, não se trata de uma Boa Nova particularista, só para uma etnia, ou só para um continente, ou só para uma classe social: é uma proposta universal de salvação que não conhece fronteiras de qualquer género.

Assim sendo, a universalidade da fé cristã não se identifica com a totalidade da manipulação de todos os recantos do globo nem com o totalitarismo da uniformidade pura. É, antes, a universalidade do relacionamento entre particularidades reais, únicas e irrepetíveis. Assim também a evangelização será regionalizada no concreto, por isso sempre plural e diversificada, caso a caso; mas, ao mesmo tempo, de dimensão universal, dirigida a todos os seres humanos sem excepção, contribuindo por essa via para fomentar a unificação planetária, para além dos horizontes estreitos dos particularismos culturais, e superando talvez o desencanto pós-moderno perante as promessas irrealizáveis da economia e da cultura mundializada.

sábado, 5 de outubro de 2013

Modelos de formação cristã e culturas contemporâneas - VII


Conflitos da fé, arte e ciência

Uma das marcas mais «traumáticas» da relação entre a fé cristã e a cultura, ao longo dos últimos três ou quatro séculos é, sem dúvida, o conflito entre fé, ciência e arte. O momento cultural actual, após a superação de posições extremas, quer da ciência, quer da arte, quer da própria Igreja, parece propício à recuperação do diálogo entre essas actividades humanas fundamentais.
A ciência, após o abandono das suas pretensões totalizantes e absolutas, encontra-se cada vez mais aberta à sua integração numa perspectiva mais abrangente da realidade, sem perder a sua legítima autonomia de funcionamento. A arte, após um percurso sinuoso pela destruição e metamorfose de toda a herança cultural, está cada vez mais consciente da sua relação com essa tradição, assim como com a dimensão religiosa do ser humano, percorrendo cada vez mais caminhos explícitos de transcendência. Por seu turno, a Igreja assumiu claramente o facto de que a fé cristã não precisa de entrar em conflito directo com essas actividades, naquilo em que a respectiva autonomia o justifica. O respeito por essa autonomia não contradiz a atitude crente, pois trata-se de dimensões diferentes da actividade humana.
Por outro lado, cada vez mais a fé cristã se torna consciente de que não pode ausentar-se da relação quotidiana com essas – e outras – actividades, uma vez que elas fazem parte da vida dos seres humanos e esta não pode separar-se da dimensão religiosa ou da atitude crente. Um dos grandes desafios da cultura actual à transmissão da fé consiste, precisamente, na necessidade de relacionar de modo fértil a vivência da fé com essas realizações culturais que são, sem dúvida, das mais profundas que uma cultura pode conhecer, a ponto de serem, muitas vezes, identificadas com a própria cultura. A transmissão da fé terá que, por um lado, aprender com o contributo de todos os humanos que se dedicam a essas actividades e, por outro lado, deverá orientá-las para a sua verdadeira finalidade, colocando-as ao serviço da humanização de todos os seres humanos e, desse modo, ao serviço da construção do Reino de Deus.

Modelos de formação cristã e culturas contemporâneas - IV


Imanência

Uma das características da cultura actual, naquilo em que prolonga a herança da modernidade ocidental – esta reflexão está situada no Ocidente e não seria assim no Oriente –, é sem dúvida a tendência para a afirmação da positividade do mundo imanente. As realidades terrenas, mesmo na sua materialidade própria e nos processos internos de interacção, foram sendo progressivamente assumidas e valorizadas na sua autonomia própria. É certo que essa perspectiva possui profundas raízes bíblicas, mas não é menos certo que a história do cristianismo ocidental muitas vezes se desviou dessa compreensão do real, favorecendo uma leitura «gnóstica» do mundo, com base numa ambígua concepção de transcendência e da sua relação com a imanência. Assim sendo, a tendência «mundanizante» da modernidade pode ser lida como possível recuperação do espírito bíblico, sobretudo do espírito cristão da Incarnação.

Nos últimos séculos da história ocidental, uma cultura predominante e quase exclusivamente espiritual e orientada para um outro mundo, foi dando lugar a uma cultura incarnada, terrena, concentrada nos processos biológicos, sociais e pessoais que acompanham o real quotidiano dos seres humanos. No seu extremo, essa posição conduziu mesmo à contraposição da imanência à transcendência, pretendendo como falsa toda a referência a esta. Mas essa versão radical não foi a única nem invalida os elementos positivos da valorização do mundo concreto, que constitui a vivência dos nossos contemporâneos.
Essa valorização foi acolhida, progressivamente, pela própria Igreja, revendo nela a sua mais profunda e antiga tradição bíblica, cujas matrizes criacional e incarnacional não permitem a condenação do mundo, enquanto tal. A ambiguidade desse mundo e mesmo o problema do mal, embora não permitam uma aceitação total do actual estado das coisas, tal como se nos apresentam, não pode contudo conduzir a uma fuga deste e à anulação da sua pertinência, mesmo salvífica. A caminho da perfeição, a criação e a humanidade sofre, mas já caminha no processo de salvação. O reino de Deus já cresce cada dia e o Espírito continua a suscitar nos corações sentimentos de liberdade e de amor.
Neste contexto cultural – por razões teológicas e não apenas de «adaptação» – torna-se especialmente pertinente praticar uma transmissão da fé de forma incarnada, que leve a sério as realidades mundanas em que vivemos, mesmo nos casos em que é necessário criticá-las profeticamente. A fé não pode ser reduzida a mera atitude espiritual. De igual modo, a sua transmissão terá que assumir configuração pragmática, quotidiana e localizada, orientando-se para o compromisso incarnado de quem a acolhe.

Ora, uma das ambiguidades da nossa cultura, que acompanha o crepúsculo da modernidade, reside precisamente nas diversas formas de recuperação do gnosticismo, que podem conduzir à reinstauração de uma vivência desincarnada do real. Quer no âmbito do movimento neo-religioso sectário de teor «New Age», quer no interior da actual cultura mediático-virtual, a dinâmica da incarnação corre sérios riscos, podendo os nossos contemporâneos ser permanentemente conduzidos para um mundo de ilusão, onde facilmente serão manipulados.
Perante esse perigo real, assume redobrada importância um modelo de transmissão da fé incarnado na história concreta dos interlocutores. Privilegiará as relações inter-pessoais directas, num leque de tempos e espaços reais, enquadrado em instituições locais e próximas – das quais, uma das mais eficazes é ainda a comunidade paroquial, mesmo se desmembrada em muitos grupos mais pequenos, porque mais concretos e personalizados.
A localização e a incarnação – e a consequente glocalização digital –, no processo de transmissão da fé, poderão ainda contribuir para enfrentar o crescente processo de indiferença política dos nossos contemporâneos, sobretudo dos mais jovens. A aprendizagem pragmática da participação e do compromisso sócio-político, a nível de pequenos grupos ou de instituições locais será um dos caminhos mais eficazes para experimentar a importância – enquanto direito e dever – da actividade política, assim como para manifestar claramente a dimensão sócio-política do próprio conteúdo da fé cristã (Cf. LF).

Modelos de formação cristã e culturas contemporâneas - V


Humanismo

É inquestionável que uma das marcas da cultura moderna – que, apesar de todas as crises, continua a determinar o horizonte dos nossos valores – é a sua orientação humanista. Mesmo que de formas muitas vezes ambíguas e até desmesuradas, a herança cultural do judaísmo e do cristianismo mede-se sobretudo pela centralidade da pessoa humana, sujeito de dignidade fundamental, anterior e superior a todas as ideologias, sistemas e instituições.
O conteúdo da fé cristã encontra aí uma das mais excelsas aplicações sócio-culturais. Tendo em conta que essa dignidade lhe vem do próprio Deus e que só com ele a pode sustentar e manter, a transmissão da fé deverá tornar claro que o caminho da Igreja – porque caminho de Deus – é o próprio ser humano, na sua mais fundamental humanidade. Por isso, o antropocentrismo não contradiz o teocentrismo; ambos se pressupõem mutuamente, segundo a mais genuína concepção bíblica de Deus e do ser humano.

Mas o antropocentrismo bíblico não é individualista nem egoísta. A centralidade do ser humano é a centralidade do outro ser humano e não do si mesmo de cada um. Por isso, o humanismo da fé cristã é o humanismo da completa doação ao outro, sobretudo àquele que mais desfavorecido é pelas circunstâncias sócio-existenciais. A vivência da fé cristã implica, por isso, doação da vida aos outros, quer no apoio concreto a situações existencialmente difíceis, quer na denúncia profética da desumanização das relações, no combate directo contra a pobreza, na promoção da justiça e da paz, na defesa da vida de todos os que não a podem defender por si mesmos, etc.
Sabemos, contudo, que a nossa cultura actual não é univocamente humanista e que mesmo os movimentos que se pretendem humanistas o são, por vezes, de modo muito ambíguo. O processo de expansão dos grupos económicos contemporâneos aponta para uma clara tendência de subjugação das pessoas humanas concretas aos interesses de sistemas anónimos deslocalizados e despersonalizados.

Esse contexto redobra a exigência e a pertinência de uma transmissão da fé personalizada, com a pessoa humana no centro, quer enquanto receptor da Palavra, quer enquanto conteúdo vivo da própria fé, que exige compromisso pelo destino dos outros.

Modelos de formação cristã e culturas contemporâneas - III

Pós-modernidade

Não estaríamos a ser realistas se reduzíssemos a cultura contemporânea a essa potenciação do espírito crítico e científico. O denominado espírito «pós-moderno» coloca-nos perante o irrecusável facto de ter entrado em crise a exclusividade do modelo científico-racional, na percepção e vivência do real. Entrou em crise, em realidade, a «crença» e o entusiasmo por esse modelo, de tal modo que a maioria dos contemporâneos se tornou indiferente às suas conclusões, que ignora na maioria. Daí resulta uma relação com o cristianismo que superou já o estádio propriamente crítico, caindo sobretudo em indiferença completa.


Não ignorando, nem descurando o facto de que uma transmissão da fé segundo modelos conceptuais, sistemáticos e lógicos favorece a construção do espírito crítico e da capacidade de argumentação em favor da verdade do conteúdo cristão – o que ajudará à consolidação da convicção crente, mesmo em relação às próprias dúvidas pessoais – o certo é que se torna cada vez mais necessário não esquecer outros caminhos de transmissão, que conheceram longas tradições e que o espírito científico-racional moderno pretendeu suplantar. Será urgente recuperar modelos narrativos, dramáticos, poéticos e simbólicos de transmissão da fé, que explorem registos da linguagem mais existenciais e performativos e que, por essa via, possam empenhar de forma mais englobante as diversas dimensões da pessoa humana, à boa maneira da mais ancestral tradição bíblica e patrística.

Esse poderá ser, por um lado, o caminho mais indicado para desbloquear a indiferença e o desinteresse de muitos dos nossos contemporâneos, em relação ao conteúdo crente; por outro lado, esse modelo permitirá que o conteúdo seja compreendido de forma mais abrangente, evitando todo o tipo de redução intelectualista. Assim, a transmissão da fé, em dias de hoje, deverá optar preferencialmente por um modelo catecumenal, que integre as dimensões doutrinal, vivencial e celebrativa da fé, pois é aí que encontram eco também todas as dimensões do próprio ser humano, a quem se dirige a Palavra salvífica.