«Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada» (Ayn Rand, filósofa russo-americana: judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na segunda metade da década de 1920)
«As ciências progridem na medida em que adquirem novas verdades, como fruto da criatividade reflexiva de fundamentação ou investigação de causas. Não basta pois 'vulgarizar' o que outros encontraram; exige-se uma contribuição pessoal que traga qualquer coisa de 'novo': factos, ideias, hipóteses, argumentos, conclusões»(P.e Júlio Fragata SJ). [Um blogue sobre Teologia Prática, Catequética, b-Learning e o que for surgindo...]
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Ironia pós-moderna!
«O pós-moderno apresenta duas caras: a dissolução do
obrigatório no facultativo tem dois efeitos certamente contrapostos, mas
estreitamente relacionados entre si. Por um lado, a fúria sectária da auto-afirmação
neotribal, o retorno à violência como instrumento principal para construir a
ordem, a busca febril de verdades circunscritas que se espera que encham o
vazio da ágora deserta. Por outro lado, a negação dos dirigentes da ágora de
ontem de julgar, de fazer distinções, de eleger entre diferentes alternativas. Toda
a opção está bem, desde que seja uma opção, e toda a ordem é boa desde que seja
uma entre várias e não exclua aos outros. A tolerância dos dirigentes nutre-se
da intolerância das tribos. A intolerância das tribos robustece-se com a tolerância
dos dirigentes».
(Zygmunt Bauman, La sfide dell’etica, ed. Feltrinelli,
Milano 2010, 147)
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