domingo, 1 de novembro de 2009

Actividade 1

Na actividade 1 da UC Metodologia de Investigação em Contexto On-line foi-nos proposto que desenvolvêssemos as seguintes competências:
  • Realizar pesquisas e analisar bibliografia sobre o processo de investigação
  • Analisar criticamente um relatório de investigação
  • Caracterizar vários métodos de investigação em educação
  • Reflectir e debater sobre as etapas do processo de investigação
  • Argumentar de forma sustentada sobre diferentes métodos de investigação.

Para que prosseguir os objectivos acima descritos começámos por fazer uma pesquisa e respectivo estudo, de modo individual. Tínhamos como referência algumas questões colocadas, a saber:
  1. Questões para trabalho
  2. Quais os paradigmas em que se pode inserir a investigação educacional?
  3. Quais as grandes diferenças entre investigação quantitativa e qualitativa?
  4. Que métodos se podem definir em investigação educacional?
  5. Como caracterizar um estudo de caso em investigação?
  6. Como começar uma investigação?
  7. Quais as características de um bom problema de investigação?
  8. Quais as etapas a percorrer num processo de investigação?
  9. Como deve ser organizado um relatório de investigação?
  10. Como citar as fontes usadas numa investigação?

O del-ici-ous.com foi umas das ferramentas que a comunidade começou a usar em conjunto (MICO09) e aí fomos colocando links de bibliografia referente ao estudo que estávamos a realizar. Foi profícua a partilha, porque cada vez que se ia à conta havia sempre coisas novas, a ponto de a pesquisa começar por lá, a ver o que os colegas já tinham colocado, e só depois ampliar a pesquisa. Aqui tive alguma dificuldade inicial, por estar a usar uma conta diferente, mas com o tempo esvaiu-se.
As respostas às questões acima referidas foram sendo respondidas na wiki da equipa, que baptizamos de «Descobridores»!
Tive de dar maior enfoque, neta etapa a duas questões: à questão dos tipos de paradigmas e ao modo como se citam as fontes. Esta dificuldade prende-se com o facto de eu ser proveniente de uma área de investigação muito específica – a Teologia – e aí a questão do método não se colocar desta forma. No tocante à referência das fontes sempre utilizei o modelo que era proposto pelas Universidades em que estudei.
Da leitura que fiz da dissertação de Alves, A. (2007). E-Portefólio: Um estudo de caso destaco a minuciosidade com que a investigadora descreve e fundamenta cada passo e opção tomadas. Para justificar a minha afirmação, cito dois excertos do texto onde a Autora justifica a opção tomada,
“A nossa posição metodológica para o presente estudo situa-se dentro do paradigma interpretativo, uma vez que do ponto de vista ontológico, procura-se penetrar no mundo pessoal dos sujeitos (os alunos das turmas) e procura-se perceber e compreender como estes reagem à nova metodologia proposta para a sala de aula. É uma investigação do tipo naturalista e hermenêutica pois observa-se a interacção entre todos os intervenientes, no desenvolvimento das actividades de aprendizagem do e-portefólio, em contexto natural. Do ponto de vista epistemológico, o papel do investigador é o de observar e procurar interpretar a realidade, e para isso vai recolhendo o máximo de informação diversificada e, à medida que recolhe, vai elaborando categorias que, com mais informações, irão transformar-se em constructos teóricos que formarão a teoria. A nível metodológico, esta investigação baseia-se no método indutivo uma vez que se pretende estudar o desenvolvimento da implementação do portefólio de uma forma sistemática e holística, à medida que os dados emergem” (Alves, 2007: 104).
“No presente estudo, a estratégia de pesquisa, refere-se ao “estudo de caso”, com tipologia de “caso único” de características descritivas (cf. Marshall & Rossman, 1995:41; Merriam, 1998:38) e exploratórias (cf. Marshall & Rossman, 1995:41; Yin, 2005:23)” (Alves, 2007: 106).
Na fase em que o grupo foi chamado a elaborar um fluxograma relativo às etapas de uma investigação, tive a oportunidade de burilar alguns conhecimentos que ainda estavam vagos, pois ao propor e discutir com os colegas as diversas etapas foi-me possível evocar os conhecimentos apreendidos e burilar alguns conceitos.
A última semana foi particularmente rica, pois verifiquei que havia tantos pontos de vista que às vezes era preciso rever todo o caminho percorrido para se poder perceber e integrar o que os colegas e a Docente estavam a afirmar.
Para concluir, referir ainda que esta UC permitiu readquirir o ritmo de estudo, que tinha abrandado no Verão, e verificar que é possível retirar partido do telemóvel (PDA) para estudar, pois como a plataforma manda por e-mail todas as intervenções no fórum, ia-as lendo ao longo do tempo. Quando chegava à plataforma do curso, já a primeira leitura dos fóruns estava feita e até reflectida.

Referências bibliográficas:
Alves, A. (2007). E-Portefólio: Um estudo de caso. In repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/7178 (acedido em 17 de Outubro de 2009)

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