quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O que é um paradigma?

Para responde à questão colocada vou começar por recorrer a Thomas Kuhn que nos diz que, em ciência, «paradigma» é uma certa visão do mundo, num determinado tempo histórico. Isto é, numa determinada época do desenvolvimento da ciência, as investigações científicas são orientadas e estruturadas por um paradigma, isto é, por uma visão do mundo.
Esta visão do mundo inclui:
- uma teoria científica dominante;
- princípios filosóficos;
- uma concepção metodológica específica;
- leis e procedimentos técnicos padronizados, em ordem à obtenção de solução para os problemas.
Mas porque há vários paradigmas em simultâneo e alguns que se vão sucedendo, deixando cair uns e imergindo novos?
Escutemos Kuhn (citado por Rodrigues): «O triunfo de um novo paradigma pode dever-se a uma grande variedade de factores: a sua capacidade para explicar factos polémicos persistentes, a sua utilidade na resolução de problemas e realização de previsões adequadas e, em não menor medida, a aura e o prestígio dos cientistas que inventam uma nova teoria e a defendem. O prestígio pessoal de um cientista é muitas vezes considerado como sendo o resultado ou a prova de um excepcional engenho e inteligência. Mas pode também dever-se ao facto de ter apoios e amizades influentes no mundo das finanças e da política. Para que uma nova teoria se imponha, o seu inventor deve ter uma posição relativamente elevada na hierarquia universitária e facilidade no acesso a financiamento para a investigação».
Mas Karl Popper criticou o modo de Kuhn pensar e ver a ciência, dizendo que os paradigmas, tal com este os defende, não vão para além de um conjunto de formulações já aceites pela maioria, que acabam por ditar a moda do momento, à qual o investigador tem de se submeter.
Em Popper, a invenção de uma nova teoria ou de um novo sistema científico pressupõe que, em qualquer hipótese, para a sua validade, devam ser submetidos à prova num processo de reconstrução racional. Diz Popper (citado por Neves, 2002) «Ora, eu sustento que as teorias científicas nunca são inteiramente justificáveis ou verificáveis, mas que, não obstante, são susceptíveis de se verem submetidas à prova». Assim sendo, a objectividade e validade dos enunciados científicos está na sua possibilidade de poderem ser submetidos à prova da razão.
Concluindo, se paradigma é uma determinada visão do mundo, essa tem que contemplar também a dúvida e a incerteza. A razão plural e partilhada acaba, então, por ser o grande motor da evolução dos paradigmas, e por, consequência, da ciência.
Inclino-me para pensar que Popper é mais abrangente e adequando ao desenvolvimento das ciências. Concordais comigo?
[] L
Fontes:
Francisco Ramos Neves, KARL POPPER e THOMAS KUHN: reflexões acerca da
epistemologia contemporânea I
, in
http://www.revistafarn.inf.br/revistafarn/index.php/revistafarn/article/view/67/77.
Luís Rodrigues, A evolução da Ciência: Continuidade ou ruptura?, http://ocanto.no.sapo.pt/apoio/ciencia2.htm#kuhn

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Theory of Cooperative Freedom

Na UC de Processos Pedagógicos em E-Learning, orientada pelo Professor Morten Flate Paulsen, estamos a trabalhar a Theory of Cooperative Freedom. Sobre este assunto, o Prof. Morten escreveu vários textos, dos quais eu destacaria o editado em 2008; Cooperative Online Education, bem como a sua obra Online Education and Learning Management Systems,. Mas sobre a literatura por ele produzida, pode-se consultar o sei sítio: http://home.nki.no/morten/

Julgo que a melhor síntese desta teoria, é o Hexágono da Livre Cooperação, onde se pode perceber a necessidade de coadunar 8 liberdades, que acaba por ser a grande mais-valia desta teoria.









Depois de ler a literatura acima referida, fui procurar outras leituras que me ajudem a aprofundar os significados acima explanados.

Comecei por explanar o conceito de andragogia, que teve com teorizador Malcolm Knowles.

Andragogia

Nesta página do NJIT retiro que o ensino do adulto deve:

- passar da dependência à auto-orientação;

- tirar partido das suas experiências de aprendizagem acumuladas;

- que o adulto está pronto para aprender, quando quer assumir novos papéis;

- e quando querem resolver problemas e aplicar os novos conhecimentos no imediato.

Serguey I. Zmeyova escreveu um artigo intitulado ANDRAGOGY: ORIGINS, DEVELOPMENTS AND TRENDS

Onde refere que nos sistemas de aprendizagem dos adultos devemos ter em conta:

- a preponderância de aprendizagem auto-dirigida, pois é o modo principal como os adultos aprendem;

– as actividades devem ser cooperativas, quer entre professor e aluno, como também entre os alunos, desde o planeamento até à avaliação de todo o processo;

– deve recorrer-se à aprendizagem experimental, onde toda a experiência do aluno é usada como fonte de futuras aprendizagens;

– a aprendizagem individual tem de ser contemplada através de planos personalizados que apontem para a realização de objectivos concretos e a satisfação das necessidades educativas específicas;

– a aprendizagem tem de ser sistémica, ou seja, com uma grande coerência entre objectivos, conteúdos, métodos e meios de aprendizagem, e da avaliação dos resultados de aprendizagem;

– a aprendizagem de um adulto deve ser organizada no contexto do seu ambiente vital, isto é, ele deve apontar para os objectivos concretos da importância vital ao indivíduo e estar sintonizados com os diversos âmbitos diários na vida de um adulto;

– deve haver uma actualização dos resultados de aprendizagem, isto é, que o adulto veja imediatamente a sua aplicabilidade;

– deve aprendizagem electiva, onde o aluno tenha a liberdade de escolher os objectivos, conteúdos, formas, métodos, fontes, meios, termos, tempo, lugar, procedimentos de avaliação e professor;

– deve, por último, haver a consciência da aprendizagem, que se demonstra pela aproximação consciente tanto por parte do discípulo como por parte do professor a todos os elementos e procedimentos no processo de aprendizagem, e da consciência da importância que cada uma das suas actividades encerra.

Aprendizagem cooperativa

A aprendizagem cooperativa é uma estratégia de ensino na qual as pequenas equipas, cada uma com estudantes de níveis diferentes da capacidade, usam várias actividades de aprendizagem para melhorar a sua compreensão de uma amtéria. Cada membro de uma equipe é responsável não só por aprender o que é ensinado mas também por ajudar companheiros de equipa a aprender, criando assim uam atmosfera de aprendizagem. (Cf http://www.ed.gov/pubs/OR/ConsumerGuides/cooplear.html)

No artigo de Anura A. Gokhale, intitulado Collaborative Learning Enhances Critical Thinking procura-se saber da eficácia de aprendizagem colaborativa. Prova-se que sim, nomeadamente através do desenvolvimento do pensamento crítico pela discussão, a clarificação de ideias e a avaliação por parte dos pares.

Para que a aprendizagem colaborativa seja, o professor deve ver o ensino como um processo de desenvolvimento e aumento da capacidade de aprender do estudante. O papel do professor não deve ser o de transmitir a informação, mas sim servir de facilitador da aprendizagem.

Mas qual é a diferença entre Cooperação e Colaboração?

Ted Panitz no artigo A Definition of Collaborative vs Cooperative Learning distingue, explicando, a aprendizagem colaborativa é uma filosofia pessoal, não somente uma técnica. Ela acontece sempre que as pessoas trabalham em grupo, respeitando-se as especificidade de cada membro.
A premissa subjacente da aprendizagem colaborativa está alicerçada no consenso de todos os membros dos grupos para cooperar, e não para competir.
A aprendizagem cooperativa define-se um jogo de processos que ajudam os aprendentes a interagir em conjunto para alcançar um objectivo específico.

domingo, 25 de outubro de 2009

Para um fluxograma de investigação

Tenho andado a pensar, na sequência dos trabalhos propostos nesta UC, sobre os passos a seguir. Depois de ler algumas fontes, proponho estes passos, sabendo que quando o grupo começar a debater esta questão chegaremos a uma resultado melhor:

  • Leituras preliminares em ordem à escolha da área de estudo
  • Estabelecimento do tema, objectivos específicos e perguntas de pesquisa
  • Leitura exaustiva da literatura existente
  • Identificação do lugar ou lugares, materiais, instituição/ões e pessoas a serem estudadas
  • Escolha do paradigma de pesquisa
  • Obtenção das autorizações necessárias para realizar a pesquisa
  • Definição da amostra
  • Eleição e preparação das técnicas de pesquisa e respectivos instrumentos
  • Realização da investigação propriamente dita
  • Classificação e estudo dos dados obtidos
  • Interpretação e análise dos dados
  • Elaboração da monografia final

Este fluxograma foi realizado a partir do apresentado por Derek Swetnam. Writing Your Dissertation — How to Plan, Prepare and Present your Work Successfully, 2ª ed., How To Books, Oxford, 1998, citado por Carlos Ceia (http://www.fcsh.unl.pt/docentes/cceia/guia-para-teses-7/guia-para-teses-2)



Para um fluxograma de investigação

Tenho andado a pensar, na sequência dos trabalhos propostos nesta UC, sobre os passos a seguir Depois de ler algumas fontes, proponho estes passos, sabendo que quando o grupo começar a debater esta questão chegaremos a uma resultado melhor:

  • Leituras preliminares em ordem à escolha da área de estudo
  • Estabelecimento do tema, objectivos específicos e perguntas de pesquisa
  • Leitura exaustiva da literatura existente
  • Identificação do lugar ou lugares, materiais, instituição/ões e pessoas a serem estudadas
  • Escolha do paradigma de pesquisa
  • Obtenção das autorizações necessárias para realizar a pesquisa
  • Definição da amostra
  • Eleição e preparação das técnicas de pesquisa e respectivos instrumentos
  • Realização da investigação propriamente dita
  • Classificação e estudo dos dados obtidos
  • Interpretação e análise dos dados
  • Elaboração da monografia final

Este fluxograma foi realizado a partir do apresentado por Derek Swetnam. Writing Your Dissertation — How to Plan, Prepare and Present your Work Successfully, 2ª ed., How To Books, Oxford, 1998, citado por Carlos Ceia (http://www.fcsh.unl.pt/docentes/cceia/guia-para-teses-7/guia-para-teses-2)



Uma pausa...

Caros mpelianos, andamos todos a trabalhar um bocadinho sob pressão...
Que tal uma pausa de 8 minutos a desfrutar de um espectáculo?

sábado, 24 de outubro de 2009

A citação bibliográfica

A citação de das fontes é de importância crucial na elaboração de um trabalho escrito, por diversas razões. A saber:
- É uma questão de honestidade. Se, por um lado, evidencia o mérito de quem está a elaborar o trabalho, pois mostra as fontes que percorreu para produzir o texto; reconhece também o mérito dos autores citados e, acima de tudo, é-se honesto intelectualmente, pois diz-se expressamente a quem é devida aquela afirmação, que se foi citada é porque se lhe reconhece valor.Poderíamos ainda referir a questão judicial da apropriação indevida dos Direitos de Autor.
- Dá credibilidade ao que se escreve, pois evidencia a preocupação de saber o que até aí se tinha dito sobre o assunto que está a ser versado; permite também fundamentar as opiniões explanadas, recorrendo ao ‘apoio’ dos autores citados.
- Permite ao leitor do trabalho conferir ou prosseguir as investigações, pois a referência bibliográfica permite localizar exactamente o local onde essa afirmação está.

Mas como fazer a citação das fontes?
Aqui a questão é muito vasta, pois há vários sistemas ou modos de citar.
Por norma, as Universidades costumam apresentar o modelo a seguir, ou o modelo que se adopta. No nosso caso (Universidade Aberta), recordo-me de no fórum de uma UC do primeiro semestre a Professora ter referido que é mais usual o modelo da Associação de Psicólogos Americana (http://www.apastyle.org/). Este modelo está resumido por Douglas Degelman(2009) e está disponível aqui http://www.vanguard.edu/index.aspx?doc_id=796 (Acedido em 23/10/2009)

A citação bibliográfica

A citação de das fontes é de importância crucial na elaboração de um trabalho escrito, por diversas razões. A saber:
- É uma questão de honestidade. Se, por um lado, evidencia o mérito de quem está a elaborar o trabalho, pois mostra as fontes que percorreu para produzir o texto; reconhece também o mérito dos autores citados e, acima de tudo, é-se honesto intelectualmente, pois diz-se expressamente a quem é devida aquela afirmação, que se foi citada é porque se lhe reconhece valor.Poderíamos ainda referir a questão judicial da apropriação indevida dos Direitos de Autor.
- Dá credibilidade ao que se escreve, pois evidencia a preocupação de saber o que até aí se tinha dito sobre o assunto que está a ser versado; permite também fundamentar as opiniões explanadas, recorrendo ao ‘apoio’ dos autores citados.
- Permite ao leitor do trabalho conferir ou prosseguir as investigações, pois a referência bibliográfica permite localizar exactamente o local onde essa afirmação está.

Mas como fazer a citação das fontes?
Aqui a questão é muito vasta, pois há vários sistemas ou modos de citar.
Por norma, as Universidades costumam apresentar o modelo a seguir, ou o modelo que se adopta. No nosso caso (Universidade Aberta), recordo-me de no fórum de uma UC do primeiro semestre a Professora ter referido que é mais usual o modelo da Associação de Psicólogos Americana (http://www.apastyle.org/). Este modelo está resumido por Douglas Degelman(2009) e está disponível aqui http://www.vanguard.edu/index.aspx?doc_id=796 (Acedido em 23/10/2009)

Citar as fontes numa investigação

A citação de das fontes é de importância crucial na elaboração de um trabalho escrito, por diversas razões. A saber:
- É uma questão de honestidade. Se, por um lado, evidencia o mérito de quem está a elaborar o trabalho, pois mostra as fontes que percorreu para produzir o texto; reconhece também o mérito dos autores citados e, acima de tudo, é-se honesto intelectualmente, pois diz-se expressamente a quem é devida aquela afirmação, que se foi citada é porque se lhe reconhece valor.
Poderíamos ainda referir a questão judicial da apropriação indevida dos Direitos de Autor.
- Dá credibilidade ao que se escreve, pois evidencia a preocupação de saber o que até aí se tinha dito sobre o assunto que está a ser versado; permite também fundamentar as opiniões explanadas, recorrendo ao ‘apoio’ dos autores citados.
- Permite ao leitor do trabalho conferir ou prosseguir as investigações, pois a referência bibliográfica permite localizar exactamente o local onde essa afirmação está.

Mas como fazer a citação das fontes?
Aqui a questão é muito vasta, pois há vários sistemas ou modos de citar.
Por norma, as Universidades costumam apresentar o modelo a seguir, ou o modelo que se adopta. No nosso caso (Universidade Aberta), recordo-me de no fórum de uma UC do primeiro semestre a Professora ter referido que é mais usual o modelo da Associação de Psicólogos Americana (http://www.apastyle.org/). Este modelo está resumido por Douglas Degelman(2009) e está disponível aqui http://www.vanguard.edu/index.aspx?doc_id=796 (Acedido em 23/10/2009).

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Higher education goes online -- Avoid the pitfalls!

Higher education goes online -- Avoid the pitfalls!

Online Education Propose Unparalleled Learning Freedom

Author: allenarticles

As the information age rolls on we are finding more and more universities that are willing to invest in the education of students who may not necessarily be in a position to attend classes at that particular university. The offerings are still somewhat limited but there are opportunities to earn associates, bachelors, and even master's degrees strictly though online course work. This is something that was virtually unheard of even a few years ago.

Today's students truly do have more options available to them than ever before if they are willing to invest the time and effort into their studies, there are few limits to the level of education you can receive, even if it has been years since you last attended a university or community college. Even those colleges and universities that do not offer full fledged degree programs exclusively through online learning mediums are beginning to offer many courses online for students with busy schedules and lifestyles. This means that you now have the opportunity to combine distance or online learning with a few night or weekend courses in order to complete your degree even if you have a full time day job and family that needs to see you at home on occasion.

Even if a degree is not something you are necessarily seeking you might be amazed at the wide array of courses that are available for those interested in increasing their depth of knowledge on different issues from the comfort of their own homes. I know that the idea of self-directed online learning opportunities appeal to me on many levels. These opportunities however, are not necessarily a good idea for everyone. We all learn in different manners and some of us learn best by actually being in the classroom and hearing what has to be said or from hands on experience. This type of learning is not necessarily possible when it comes to distance learning in an email or bulletin board type of environment, which is how many Internet classrooms operate.

Online learning is also not a good idea for those who aren't perfectly willing, able, and capable of holding themselves responsible for their learning. Face it, for some of us it is much easier to get up and go to a classroom than it is to force ourselves to log on and pay attention at home. We all have areas in which our discipline is well in hand and others where we seem to have no discipline whatsoever. If you can't hold yourself on task or have difficulties not being distracted by the many other novel things there are to do online you might be best served through an actual classroom experience rather than a distance learning environment like those of online classes.

This is not meant to discourage you from distance learning or online classrooms. In fact, I think these are by far the best option for many working professionals who are seeking to advance their careers, knowledge, and/or earning potential. You will not need to feel as though you are choosing between the future needs of yourself and your family and the limited time you have with your family already. You can schedule around your family time and make the sacrifice when it comes to sleep.

With online classes it doesn't matter if you are in your pajamas or in a suit and tie you can still do the work you need to do online and no one will be the wiser. You also might find that you can squeeze your education into your lunch hour, particularly if you can type and chew at the same time. The truth is that online classes offer superior flexibility to those hoping to further their education. Whether you are hoping to earn a degree or simply wish to broaden your horizons by taking a few online classes, you just might find that the possibilities are limitless once you begin taking these courses from home.

About the Author:

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Article Source: ArticlesBase.com - Online Education Propose Unparalleled Learning Freedom

eLearning quality guidelines

Avaliar a Qualidade em E-Learning

Depois de ler o artigo de PENNA, Maria Pietronilla & STARA, Vera (2008), intitulado Approaches to E-learning quality Assessment não posso deixar de expressar aqui o meu regozijo pelo que li. Gostei! Foi um mundo novo que se abriu para mim...
Partilho aqui um dos gráficos que mais deteve a minha atenção, pelo modo conciso como compila uma série de informação útil.


The E-learning Success Model, by Maria Pietronilla Penna;Vera Stara

O Caminho da Ciência!

Agora que estou a entrar neste mundo, de novo, da investigação, veio-me à memória um texto de Popper, que está na introdução do seu livro O Futuro Está Aberto, que me marcou há uns anos atrás e que agora emergiu das minhas memórias. diz ele:

Só há um caminho para a ciência: encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonar-se por ele; casar e viver feliz com ele até que a morte nos separe – a não ser que obtenhamos uma solução. Mas, mesmo que obtenhamos uma solução, poderemos então descobrir, para nosso deleite, a existência de toda uma família de problemas-filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo bem-estar poderemos trabalhar, com um sentido, até ao fim dos nossos dias.
Karl Popper

O Caminho da Ciência!

Agora que estou a entrar neste mundo, de novo, da investigação, veio-me à memória um texto de Popper, que está na intordução do seu livro O Futuro Está Aberto, que me marcou há uns anos atrás e que agora emergiu das minhas memórias. diz ele:

Só há um caminho para a ciência: encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonar-se por ele; casar e viver feliz com ele até que a morte nos separe – a não ser que obtenhamos uma solução. Mas, mesmo que obtenhamos uma solução, poderemos então descobrir, para nosso deleite, a existência de toda uma família de problemas-filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo bem-estar poderemos trabalhar, com um sentido, até ao fim dos nossos dias.
Karl Popper

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Quais os paradigmas em que se pode inserir a investigação educacional?


Paradigma de pesquisa qualitativa, paradigma de pesquisa quantitativa e paradigma misto.

Paradigma Qualitativo:
- Segundo Bogdan & Bilken (1994), teve origem no século XIX;
- Ideologicamente: positivismo (Augusto Comte) e empirismo (Locke e Stuart Mill);
- Ontologicamente, na opinião de Guba (1990), este paradigma adopta uma posição relativista (múltiplas realidades que existem sob a forma de construções mentais social e experiencialmente localizadas);
- Valoriza o papel do investigador/construtor do conhecimento (epistemologia subjectivista);
- Substitui as noções científicas de explicação, previsão e controlo (paradigma positivista) pelas de compreensão, significado e acção;
- Sujeito (investigador) e objecto (sujeito) da investigação têm a característica comum de serem, ao mesmo tempo, “intérpretes” e “construtores de sentidos” (Usher, 1996:19)

Paradigma Positivista:
A epistemologia positivista, para a qual "Objectividade", "meios para ser objectivo" são as palavras fortes, está na base deste paradigma. Segundo esta epistemologia, o mundo é objectivo, existe independentemente do sujeito e o investigador deve ser o mais neutro possível para não interferir na realidade. O mundo social é igual ao mundo físico: importa conhecer as relações causa-efeito. O seu objectivo é prever, explicar e controlar fenómenos.
A epistemologia positivista levou ao paradigma positivista da investigação que enfatiza:
· o determinismo (há uma realidade a ser conhecida)
· a racionalidade (não podem existir explicações contraditórias)
· impessoalidade (procura a objectividade e evita a subjectividade o mais possível)
· irreflexivilidade (faz depender a validade dos resulatdos de uma correcta alicação dos métodos esquecendo o processo de investigação em si).
· Previsão (capacidade de prever e controlar os fenómenos)
In: http://sites.google.com/site/grupometodologiaste/Home/paradigmas-de-investigacao

Quais os paradigmas em que se pode inserir a investigação educacional?


Paradigma de pesquisa qualitativa, paradigma de pesquisa quantitativa e paradigma misto.

Paradigma Qualitativo:
- Segundo Bogdan & Bilken (1994), teve origem no século XIX;
- Ideologicamente: positivismo (Augusto Comte) e empirismo (Locke e Stuart Mill);
- Ontologicamente, na opinião de Guba (1990), este paradigma adopta uma posição relativista (múltiplas realidades que existem sob a forma de construções mentais social e experiencialmente localizadas);
- Valoriza o papel do investigador/construtor do conhecimento (epistemologia subjectivista);
- Substitui as noções científicas de explicação, previsão e controlo (paradigma positivista) pelas de compreensão, significado e acção;
- Sujeito (investigador) e objecto (sujeito) da investigação têm a característica comum de serem, ao mesmo tempo, “intérpretes” e “construtores de sentidos” (Usher, 1996:19)

Paradigma Positivista:
A epistemologia positivista, para a qual "Objectividade", "meios para ser objectivo" são as palavras fortes, está na base deste paradigma. Segundo esta epistemologia, o mundo é objectivo, existe independentemente do sujeito e o investigador deve ser o mais neutro possível para não interferir na realidade. O mundo social é igual ao mundo físico: importa conhecer as relações causa-efeito. O seu objectivo é prever, explicar e controlar fenómenos.
A epistemologia positivista levou ao paradigma positivista da investigação que enfatiza:
· o determinismo (há uma realidade a ser conhecida)
· a racionalidade (não podem existir explicações contraditórias)
· impessoalidade (procura a objectividade e evita a subjectividade o mais possível)
· irreflexivilidade (faz depender a validade dos resulatdos de uma correcta alicação dos métodos esquecendo o processo de investigação em si).
· Previsão (capacidade de prever e controlar os fenómenos)
In: http://sites.google.com/site/grupometodologiaste/Home/paradigmas-de-investigacao

Um site novo e agradável! Parabéns!

Está nos seus inícios o novo sítio na internet da Comissão Episcopal da Educação Cristã, no endereço http://www.educris.com/
Um sítio imprescindível. Parabéns!

Dos seus menus destacam-se:


  • Oração
  • Outrolhar
  • Agenda
  • Comissão Episcopal
    • Constituição
    • Finalidades
    • Destaques
    • Plano de Acção

  • Fundação Secretariado
    • Localização
    • Plano de Acção
    • Edições FSNEC

  • Catequese
    • Destaques
    • Infância/Adolescência
    • Jovens
    • Catecumenado
    • Download

  • EMRC
    • Destaques

  • Escola Católica
    • Enquadramento
    • Índice das Escolas Católicas em Portugal
    • Destaques
    • Finalidades
    • Constituição
    • Associação de Escolas Católicas (APEC)

  • Documentos
    • Comissão Episcopal da Educação Cristã
    • Congregação para a Educação Católica

  • Formação/Edições
  • Revista
  • Dioceses
  • Weblinks
  • Rádio (Emissão em directo)
  • Jukebox
  • Liturgia

Cooperative Freedom as a Guiding Star for Online Education

Cooperative Freedom as a Guiding Star for Online Education
Esta é um apresnetação do Professor Mortem Flate Paulsen, que está a orientar uma UC, denominada Processos Pedagógicos em E-Learning.
Aqui no blogue irei colocando notícias, reflexões e trabalhos.
Isso está presente e contempaldo no Contrato de Aprendizagem.
Os postes desta UC serão assinalados com a tag «PPEL».

domingo, 18 de outubro de 2009

Concepção e Avaliação em e-Learning

Numa das UC’s do segundo semestre do Mestrado em Pedagogia do E-Learning (Universidade Aberta), denominada Concepção e Avaliação em e-Learning, pede-se a criação de um e-portefólio a ser desenvolvido e-portefólio deverá ser desenvolvido ao longo do semestre, recorrendo à ferramenta de Blog,

“constituindo-se como uma espécie de "Diário de Bordo" do percurso da UC. Nele se reúnem os produtos resultantes de cada actividade desenvolvida, bem como reflexões pessoais sobre o processo de trabalho subjacente à sua realização e outras que o estudante entenda incluir. Este e-portefólio deverá ainda constituir-se como agregador de recursos diversos que o estudante entenda como pertinentes face aos temas em estudo”(Contrato de Aprendizagem)


Pois bem, aqui fica o primeiro de muitos postes (assim espero) e que será
sempre assinalado com a tag CAeL.

Pierre Lévy

Learning to teach in Second Life

domingo, 11 de outubro de 2009

Um blogue para «Metodologia de Investigação em Contextos Online»

Criei o blogue onde vou escrevendo, descrevendo e narrando o caminho percorrido na UC Metodologia de Investigação em Contextos Online, do Mestrado em Pedagogia do E-Learning'09, da Universidade Aberta.

Este blogue existe para...

Este vai ser o blogue onde vou escrevendo, descrevendo e narrando o caminho percorrido na UC Metodologia de Investigação em Contextos Online, do Mestrado em Pedagogia do E-Learning'09, da Universidade Aberta.
Prontos,

Até já ;-)





domingo, 4 de outubro de 2009

A Catequese na Arquidiocese de Braga

A Arquidiocese de Braga iniciou festivamente o ano catequético no passado dia 12 de Setembro, com o Dia Arquidiocesano do Catequista. Este dia acontece todos os anos no segundo sábado de Setembro e pretende dar o mote à catequese diocesana: trabalhando os temas e opções de cada ano pastoral, ouvindo a voz do Bispo, convivendo e celebrando juntos.

Este ano reuniram-se no Sameiro cerca de 3500 catequistas que através de conferências, ateliers, oração e celebrações tomaram consciência e trabalharam formativamente as opções catequéticas da Arquidiocese.

Catequese: um serviço à Palavra de Deus

A catequese irá caminhar sob o lema «Catequese: um serviço à Palavra de Deus». Fazemo-lo porque temos consciência de que o ministério da Palavra é elemento fundamental da evangelização. Não haverá nunca verdadeira evangelização se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o Reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados. Mesmo aqueles que já são discípulos de Cristo têm necessidade de ser alimentados constantemente com a Palavra de Deus para crescerem na sua vida cristã (Cf DGC 50).

É o serviço à Palavra de Deus, onde se insere a catequese, que transmite a Revelação por meio da Igreja, valendo-se das «palavras» e «acções» humanas. Estas, porém, estão sempre em relação: com as «obras» que Deus realizou e continua a realizar, especialmente nos sacramentos; com o testemunho de vida dos cristãos; e com a acção transformadora que estes, unidos a tantas pessoas de boa vontade, realizam no mundo.

Pelo acima exposto, consideramos que não é correcto esperar que o catequizando se deixe transformar pela Palavra de Deus, quando o catequista não se compreende como um crente que tem um contacto aprofundado com a Sagrada Escritura, lida não somente na Igreja, mas com a Igreja e na sua fé sempre viva. Este contacto ajuda a descobrir a verdade divina, de modo a suscitar a permanente resposta de fé. A chamada «lectio divina» é forma eminente deste estudo orante e vital das Escrituras (Cf DGC 71). Até porque a Catequese deve ser uma autêntica introdução à lectio divina, isto é, à leitura da Sagrada Escritura feita “segundo o Espírito” que habita na Igreja(Cf DGC 127). Aqui temos bem presente aquilo que o Directório Geral da Catequese alerta para o facto de que “o ministério da Palavra compreende também uma dimensão litúrgica”(DGC 51).

Três prioridades, três níveis distintos

A catequese, acção eclesial de transmissão da fé, acontece no acompanhamento que o catequista faz de cada catequizando no encontro e configuração com Jesus Cristo, pela proposta da Palavra e celebração dos Sacramentos, deixando-se guiar e auxiliar pela Graça divina. Toda a programação pastoral está orientada para auxiliar, formar e animar os agentes de pastoral catequética a realizarem a sua missão com maior fidelidade a Jesus Cristo e à sua Igreja.

Formação de Catequistas

Nos últimos tempos, a formação de catequistas têm-se vindo aproximar o mais possível das paróquias. Para isso estamos a constituir, em diversos pontos da Arquidiocese, Centros Arquidiocesanos de Formação de Catequistas (CAFCA). Nestes centros – 8 em funcionamento e mais 3 em fase de implementação – cada catequista tem a possibilidade de realizar um itinerário de formação, tal como foi definido no plano estratégico de formação: Catequista: rosto e porta-voz da fé da Igreja, de Julho de 2008.

Nestes CAFCA’s pretende-se que em toda a diocese haja uniformidade na formação, em fidelidade àquilo que a Igreja nos pede. No ano pastoral que terminou pudemos oferecer propostas formativas diferenciadas a 1154 catequistas em formação. Para isso, constitui-se uma rede de formadores que, de acordo com o nível de formação a que estão dedicados e sob uma única coordenação, procedem à elaboração de materiais didácticos, planificação, realização e avaliação das acções, para que resplandeça, também na formação, a unidade da Igreja local.

Coordenadores Paroquias

Estamos persuadidos de que a catequese paroquial será tanto melhor, quanto melhor os catequistas se encontrarem e forem grupo. Para que o Grupo aconteça com mais facilidade urge valorizar e potenciar a missão do catequista coordenador e da equipa de coordenação paroquial. Fazemo-lo porque a coordenação da catequese não é um facto meramente estratégico, voltado para uma mais incisiva eficácia da acção evangelizadora, mas possui uma dimensão teológica de fundo. A acção evangelizadora deve ser bem coordenada porque ela visa a unidade da fé, a qual, por sua vez, sustenta todas as acções da Igreja (Cf DGC 272). Para dotar aqueles que lhe são ou poderão vir a ser incumbidas tarefas de coordenação paroquial realizaremos em cada CAFCA diversas edições do Curso de Coordenação Paroquial, depois de o termos estruturado e realizado em várias edições no ano que passou, onde pudemos formar 148 coordenadores paroquiais.

Equipas Arciprestais

O Arciprestado, como unidade pastoral estruturante da Igreja local, tem diversas equipas sectoriais: a da catequese é uma delas. Procura-se que esta Equipa seja dotada dos meios humanos imprescindíveis para a prossecução da sua finalidade, sendo constituída por sacerdotes e leigos, podendo a coordenação ser confiada a um leigo. Assim, e no próximo dia 1 de Dezembro, vamos realizar a primeira acção de formação para coordenadores de catequese que exercem a sua missão nas equipas arcirpestais, versando esta primeira edição sobre o planeamento estratégico.

De referir ainda que o Departamento Arquidiocesano da Catequese (DAC) é constituído por um Coordenador, nomeado pelo Arcebispo Primaz, e pelos coordenadores arciprestais e do serviço de formação, que reúnem periodicamente para, em unidade diocesana, levar a cabo a promoção da pastoral catequética na Arquidiocese.

In. Agência Ecclesia