quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Chegou a minha vez!!!!

Pois é, agora vou eu de férias! Finalmente...

Vemo-nos em Fátima, nas Jornadas de Catequese.
No final de Outubro volto ao blog, talvez com a Iniciação Cristã.
Um abraço
LM

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Para pensar

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Enviado pela Carla

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Oração

Nós te bendizemos, ó Pai,
pelo dom do Espírito que, por Teu Filho, concedes ao mundo.
Assim o fizeste no princípio, quando criavas o universo,
para que nascesse um mundo de luz e de vida,
capaz de ser habitado pelo homem.

Nós te bendizemos porque, mediante o Espírito,
continuas a criar, a conservar e a embelezar o Mundo:
bendizemos-te recriando, conservando e embelezando.
Bendizemos-te por teres posto o teu Espírito no homem,
e pelo dom contínuo que dEle nos fizeste ao longo da História:
Espírito de força e de prudência nos juizes e governantes,
Espírito de rectidão nos reis e no povo,
Espírito de lucidez e de coragem nos profetas.

Bendizemos-te, sobretudo, por Jesus Cristo,
o melhor do nosso mundo, o Homem por excelência:
Ele evangelizou os pobres, ajudou e fortaleceu a todos...
até que, ressuscitando, comunicou à sua Igreja,
e aos que te buscam de coração sincero,
o dom do seu Espírito.

Que esse mesmo Espírito nos dê coragem para trabalhar
pela Verdade, a Justiça e o Amor,
Luz para conduzir a todos,
Disponibilidade para servir,
Gratuidade para amar,
Fortaleza para esperar.

Pai, que o teu Espírito de Amor traga a Unidade à tua Igreja.
Faz-nos sensíveis à sua presença no Mundo e na História,
ajuda-nos a descobrir a sua acção
na ciência, na cultura, no trabalho, na técnica, na arte,
em tudo aquilo que o Homem e o Espírito
constróem em conjunto:
os novos Céus e a nova Terra!
Por Jesus Cristo Ressuscitado, nosso Irmão,
que é Deus contigo na comunhão do Espírito Santo.
Amen.
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(c) - Jorge Coimbra - 2005

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Decálogo sobre a Catequese

1. A comunidade cristã é o sujeito, o ambiente e a meta da Catequese. Família, Catequese e Paróquia, assumem, em comunhão, a responsabilidade por criar o ambiente, onde a fé de cada um possa crescer com o testemunho dos outros, esclarecer-se com a ajuda dos demais, celebrar-se em comum e manifestar-se a todos. Ninguém cresce sozinho e pelas suas mãos, como ninguém cresce na fé, sem a fé dos outros e sem a graça de Deus. É no testemunho vivido da fé, que a Catequese encontra a sua base de apoio!

2. A vida «em grupo» e entre os grupos de catequese, no seio da comunidade, é já uma experiência do ser e do viver em «Igreja». O ambiente de participação activa e de responsabilidade comum, por parte de todos, quer nas celebrações, quer no compromisso efectivo, nas várias obras, iniciativas e actividades da Paróquia, facilitarão a consciência de sermos discípulos de Jesus, numa Igreja, chamada a ser comunidade e família de irmãos!

3. Entre os vários modos e momentos de evangelização, a Catequese ocupa um lugar de destaque. Ela preocupa-se por anunciar a Boa Nova, àqueles que, de algum modo, já foram, ao menos, alguma vez, sensibilizados, seduzidos, ou tocados pela beleza da pessoa de Cristo. Espera-se que, de um modo organizado, esse primeiro anúncio, seja, a seu tempo e com largo tempo, esclarecido de boa mente, acolhido no coração, e que dê frutos de vida nova. E que essa vida nova seja expressa, partilhada e fortalecida, no encontro fiel da comunidade com Cristo Ressuscitado, na celebração dos sacramentos, particularmente da Eucaristia e da Reconciliação.

4. Na verdade, a vida cristã é um facto comunitário! E se alguém, por hipotética ocupação, não pudesse dispensar mais que uma hora, por semana, para estar com o Senhor, deveria reservar esse tempo, para a participação na Eucaristia Dominical, que é verdadeiramente o ponto de chegada, o ponto de encontro e o ponto de partida da vida e da missão da Igreja. A catequese não é um à parte, uma hora para a educação religiosa ou cívica, como se fizesse algum sentido preocupar-se por não faltar a um encontro de catequese e faltar, sem qualquer justificação, à celebração da Eucaristia e aos compromissos com a vida da comunidade.

5. A Catequese não é uma aula de religião ou de moral, nem se dirige somente à capacidade de aprender e de saber bonitas coisas acerca de Deus, acerca dos sete sacramentos, dos dez mandamentos, da Igreja, da vida eterna. A Catequese propõe uma Pessoa e não uma teoria: Jesus Cristo é o Evangelho, a Boa Nova de Deus. Nesse sentido, a catequese é evangelizadora, se levar os catequizandos à descoberta, à amizade e ao seguimento de Jesus. Sem essa adesão vital de coração, à Pessoa de Jesus Cristo, qualquer moral se tornará um peso, em vez de se oferecer como um caminho de libertação.

6. Frequentar a Catequese, é bem mais do que «ir à doutrina». A Catequese é uma «educação da fé» e da «fé» em todas as suas dimensões. O mero conhecimento da «doutrina» sem a celebração e sem a sua aplicação à vida, faria da fé uma bela teoria. A celebração, sem o conhecimento dos seus fundamentos, e desligada da prática da vida, tornar-se-ia, por sua vez, incompreensível e incoerente e até mesmo «alienante». Todavia, uma fé, proposta e transmitida, que não se aprofunde na experiência da oração, jamais conduzirá a uma relação pessoal com Deus. Ora a fé, pela sua própria natureza, implica ser conhecida, celebrada, vivida e feita oração. Só assim se «segue» verdadeiramente Cristo, com toda a alma e de corpo inteiro!

7. A fé, no contexto em que vivemos, é talvez, mais uma «proposta» de sentido para a vida, do que um mero acto cultural de «transmissão». Ninguém propõe O que desconhece, nem dá O que não tem. Mas quem tem fé, e a vive, não pode deixar de a apegar aos outros e de a propagar a todos. Na educação da fé, tem papel decisivo o testemunho e o entusiasmo de todos aqueles que, na comunidade, se tornam portadores e servidores da alegria do Evangelho. Uma fé que não se apega, apaga-se!

8. Mais do que se preocuparem, porque não sabem o que responder aos filhos? os pais deveriam procurar descobrir com os filhos a Boa nova que eles receberam na Catequese, rezar com eles, participar com eles na celebração da Eucaristia. Então as respostas, serão encontradas na vida comum da fé, partilhada em família e em comunidade. Nada disto impede os próprios pais, de procurar integrar um grupo de Catequese, paralela à dos filhos, que os ajude a aprofundar as razões da sua fé, em relação com a cultura e com as responsabilidade sociais, familiares e eclesiais, que assumem diariamente.

9. Pedir a Catequese para os filhos e pôr-se de fora, em tudo o que se refere à vivência e à celebração da fé, cria uma divisão interior, uma vida dupla, que impede, quem quer que seja, de descobrir e construir a sua própria identidade cristã. Frequentar a Catequese não significa ter uma aula por semana, para garantir um diploma, uma festa ou um sacramento no fim do ano. Pedir a Catequese implica comprometer-se a caminhar com toda a comunidade, no anúncio feliz do Deus vivo e na experiência maravilhosa do encontro com Ele.

10. Não faz parte das tarefas da Catequese ocupar os tempos livres, ensinar regras de boa educação ou esgotar o tempo a decorar as fórmulas das orações comuns dos cristãos. Mesmo esperando que todo o ambiente de Catequese seja educativo e que tais orações sejam assumidas e bem compreendidas, são tarefas da catequese iniciar as crianças e adolescentes no conhecimento da fé (que se resume no Credo), na celebração (dos sacramentos), na vivência (atitudes de vida) e na experiência pessoal da fé (oração). E isso é obra de todos nós, que somos, mais uma vez, convocados pela fé.
Padre Amaro Gonçalo

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Dez Mandamentos para Pais com Filhos na Catequese

1.Não somos uma ilha. Assim como precisamos da família e da sociedade, para fazer nascer e crescer o nosso filho, mesmo que a primeira responsabilidade seja sempre nossa, também precisamos da Igreja, para que o nosso filho, renascido pelo Baptismo, cresça connosco na fé.

2.Não nos bastamos a nós próprios na educação da fé, mesmo que sejamos os primeiros catequistas dos nossos filhos. Os catequistas da nossa paróquia estão à nossa disposição, não para ser nossos substitutos, mas para se tornarem nossos colaboradores na educação da fé. O seu trabalho, feito em comunhão com a Igreja, será sempre em vão, sem o nosso empenho e colaboração!

3.Não faltaremos à Catequese. A Catequese não é um «ensino» avulso e desorganizado. É uma educação da fé, feita de modo ordenado e sistemático, de acordo com o programa definido pelos Catecismos. As faltas à Catequese quebram a sequência normal da descoberta e do caminho da fé. Velaremos pela assiduidade dos nossos filhos. E pelo seu acompanhamento, num estreito diálogo com o pároco e os catequistas.

4.Não esperamos da Catequese que faça bons alunos. Antes, pretendemos que ela nos ajude a formar discípulos de Jesus, que O seguem, em comunidade. Não desprezaremos a comunidade dos seus discípulos, a Igreja, nos seus projectos, obras e iniciativas.

5.Não queremos, apesar de tudo, que a Catequese seja o nosso primeiro compromisso cristão. Participar na Eucaristia Dominical é um bem de primeira necessidade. Saberemos organizar a agenda do fim-de-semana, pondo a Eucaristia, em primeiro lugar. Custe o que custar!

6.Não queremos que a Catequese substitua as aulas de Educação Moral e Religiosa Católica nem o contrário. Porque a Catequese, não é uma «aula», em ambiente escolar, dirigida sobretudo à inteligência, e destinada a articular a relação entre a fé e a cultura. A Catequese é sobretudo um «encontro», no ambiente da comunidade, que se dirige à conversão da pessoa inteira, à sua mente, ao seu coração, à sua vida. A disciplina de EMRC e a Catequese não se excluem mas implicam-se mutuamente.

7.Não estaremos preocupados por que os nossos filhos «saibam muitas coisa». Mas alegrar-nos-emos sempre, ao verificarmos que eles saboreiam a alegria de serem cristãos, e vão descobrindo, com outros cristãos, a Pessoa e o Mistério de Jesus, o Amigo por excelência, o Homem Novo, o Deus vivo e o Senhor das suas vidas!

8.Não exigiremos dos nossos filhos, o que não somos capazes de dar. Por isso, procuraremos receber nós próprios formação e catequese, para estarmos mais esclarecidos e mais bem preparados. Procuraremos estar onde eles estão. Rezar e celebrar com eles, de modo a que a nossa fé seja vivida em comum na pequena Igreja que é a família e se exprima na grande família que é a Igreja.

9.Não exigiremos dos nossos filhos o que não somos capazes de fazer. Procuraremos pensar e viver de acordo com os valores do Evangelho. Sabemos bem que o testemunho é a primeira forma de evangelização. Deste modo, eles aceitarão melhor a proposta dos nossos ideais e valores.

10.Jamais cederemos à tentação de «mandar» os filhos à Catequese, para nos vermos livres deles ou para fugirmos às nossas responsabilidades.
SDEC (Porto) - Padre Amaro Gonçalo

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

A tua mão

A coisa mais importante do mundo
é o gesto da tua mão a apertar a minha.
Isto significa muito mais que a compaixão,
a hospedagem
ou o pão e o vinho oferecidos.

Porque a hospedagem termina
quando a noite se vai
e o pão só dura um dia.

Mas o toque de uma mão,
o som de uma voz,
vivem para sempre na alma ...
Spencer M. Free

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(c) - Luís Pisco 2005

terça-feira, 13 de setembro de 2005

Catequistas. Século XXI

O Departamento Arquidiocesano de Catequese, da Arquidiocese de Braga, publicou um material para a formação dos Catequistas. Aí estão reunidos os conteúdos cognitivos nucleares da formação de um catequista, até ao nível médio.
Para além do «saber» e do «saber fazer», a formação do catequista deve promover o «ser»: o seu crescimento na fé.
A utilização deste material formativo está dirigida a três momentos distintos: Curso de Iniciação à Catequese, texto base para o Curso Geral de Catequese e formação permanente pela leitura e consulta dos catequistas.
Este livro, que tem 177 páginas e um índice pormenorizado, está dividido nos seguintes capítulos:
  • História da Catequese
  • Teologia Catequética
  • Psicologia
  • Pedagogia
  • Didáctica
  • A Catequese Activa
É um material que vale a pena conhecer...
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terça-feira, 6 de setembro de 2005

Doçura da vida...

Um certo dia, a professora querendo saber se todos tinham estudado a lição catecismo, perguntou as crianças quem saberia explicar quem é Deus?
Uma das crianças levantou o braço e disse:
- Deus é o nosso pai, Ele fez a terra, o mar e tudo que está nela; Nos fez como filhos dele.
A professora, querendo buscar mais respostas, foi mais longe:
- Como vocês sabem que Deus existe, se nunca O viram?
A sala ficou toda em silêncio...
Pedro, um menino muito tímido, levantou as mãozinhas e disse:
- A minha mãe me disse que Deus é como o açúcar no meu leite que ela faz todas as manhãs, eu não vejo o açúcar que está dentro da caneca no meio do leite, mas se ela tira, fica sem sabor. Deus existe, e está sempre no meio de nós, só que não o vemos, mas se Ele sair de perto, nossa vida fica... sem sabor.
A professora sorriu, e disse:
- Muito bem Pedro, eu ensinei muitas coisas a vocês, mas você me ensinou algo mais profundo que tudo o que eu já sabia. Eu agora sei que Deus é o nosso açúcar e que está todos os dias adoçando a nossa vida! Deu-lhe um beijo e saiu surpresa com a resposta daquela criança.

A sabedoria não está no conhecimento, mas na vivência de Deus em nossas vidas, pois teorias existem muitas, mas doçura como a de DEUS não existe, nem mesmo nos melhores açúcares...

Texto enviado pela Fernanda ;-)

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(c) Paulo Pinto - 2005